Descubra Santo Antônio da Alegria
REVOLUÇÃO DE 1932
Fonte: Livro "História de Santo Antônio da Alegria" - Vol.01
Autor: João Batista Garcia Maia
Santo Antônio da Alegria esteve presente em parte dos conflitos da Revolução de 1932, sob o comando do Coronel Antônio de Souza Vieira (citado na página "Personalidades"). Sob liderança do Coronel, um batalhão de pouco mais de 20 homens entre civis e militares marcharam rumo ao estado de Minas Gerais com o objetivo de tomar a cidade de São Sebastião do Paraíso. O batalhão ficou conhecido na época, como a Turma dos Bate-Paus; que não obtiveram sucesso em seu plano de invasão.

Os voluntários que aqui haviam, cavaram trincheiras do lado esquerdo do Rio Pinheirinho (atualmente é o final da rua nove de Julho), muito próximo da ponte. As forças federais, aliadas aos mineiros, vieram atacar as cidades próximas da divisa entre os dois estados e atacaram Santo Antônio da Alegria, tomando-a em 26 de Setembro de 1932, às 16:00 hrs e perseguiram todos os membros da subcomissão. O Prefeito, o Delegado e quase toda a população fugiram para cidades vizinhas e para o meio rural. Somente duas pessoas permaneceram na cidade, quando as tropas mineiras aqui se instalaram.
Heróis pouco conhecidos

Os heróis entitulados de "pouco conhecidos" são: João Marques Virgínio, conhecido como João Colorato e Álvaro Venâncio da Costa.
Os soldados aqui se instalaram com suas mochilas e metralhadoras, a tropa era formada por mais ou menos 20 homens, que executaram João Colorato, que ficará na cidade em guarda do posto telefônico. Segundo consta na certidão de óbito, ele foi metralhado, sofrendo graves lesões nos rins.

João M. Virgínio era um homem humilde, lavrador, porém bravo, morreu cumprindo seu dever; enquanto a maioria das pessoas e das autoridades fugiram. Um herói esquecido. Tombou derramando o seu sangue em defesa dos alegrienses.

O Sr. Álvaro V. da Costa (escrivão de polícia), foi preso e sequestrado até a cidade de Itamogi (MG). Entretanto com a ajuda do bispo de Belo Horizonte, foi arranjado um salvo-conduto, permitindo sua saída da prisão, após o término da revolução.


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